Fragmentos flavianos…

Um homem plural. Se é que podemos definir Flávio de Carvalho sem correr o risco de não abarcar toda a grandiosidade do artista. Arquiteto, pintor, agitador cultural, escritor, cenógrafo, ilustrador, vanguardista etc, etc, etc. Uma pessoa avessa à rotina, cuja trajetória foi realizada na contramão da mesmice.
E o MAM homenageia atualmente Flávio com uma linda exposição que reúne as diversas fases e influências de sua obra, marcada por muita polêmica e por ataque dos críticos mais conservadores. Além da mostra principal, o museu organizou ao lado o ensaio A cidade do homem Nu, assinada pelo próprio Flávio, que apresenta trabalhos de artistas que de certa forma possuem afinidade com o pensamento transgressor flaviano. Entre eles, destaque para um vídeo de Ney Matogrosso, que ao comando da banda Secos E Molhados, veste uma releitura moderna e provocativa das armaduras medievais.
Se a Casa Rima é fã incondicional de Flávio? Basta ler uma de suas declarações sobre o que ele enxergava sobre a pintura: “Fazer pintura é lidar com cores, não é fugir da cor. Os pintores monocromáticos são indivíduos que têm medo da cor. São indivíduos que estão dogmatizados dentro de um claustro e condenados ao cinzento da eternidade”.
Programe-se porque as mostras vão até dia 13 de junho.  

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