
Eu (Mari) nunca vi nada igual, nem parecido, é a perfeição! A Companhia mineira de dança apresentou no Teatro do Sesi, em Porto Alegre, nos dias 24 e 25 de novembro, as obras Breu e Lecuona.
Rodrigo Pedernairas sabe como ninguém coreografar de forma que os movimentos se comuniquem com perfeita dicção. É, os movimentos falam quando bem feitos. Como se não bastasse, a escolha das músicas, do figurino, cenário, iluminação, é feita com total rigor. A apresentação é um luxo! É harmônico, elegante, viril. Ao assistir parece fácil, movimentos suavemente executados por corpos absolutamente preparados.
Dançaram as sensíveis e requintadas músicas do Ernesto Lecuona, e uma mistura de ritmos brasileiros empregados de forma surpreendente na música que o Lenine fez especialmente para o Grupo Corpo. Com o Lecuona, casais de bailarinos apresentaram temas absolutamente passionais, recheado de erotismo, ciúme, amor. Lindo de viver! Com o Lenine, o grupo falou dos nossos tempos, só que contado do fim para o começo. A evolução da coreografia foi perfeita, desde a loucura das cidades grandes que acabam com a vida da gente, até as coisinha mais simples e gostosas que vivemos. Cheguei até a lembrar dos tempos de escola, das apresentações folclóricas e de quando dançávamos frevo (entre tantas outras coisas) no colégio das freiras. Lindo, lindo, lindo.
Está entre as coisas que temos que fazer antes de morrer, assistir ao Grupo Corpo! É incrível, e certamente sairá várias estampas com esta energia toda. Vou desenhar!